Apoio Psicológico

2008-10-09 20:29

 

Apoio Psicológico

Página  da responsabilidade dos  psicólogos :

 

Dr. José Antonio Machado Teixeira - Tlm: 934579934 - Fixo: 214580702

e Dr. Fernando Eduardo Barreto Mesquita - Tlm: 969091221

Mais informações: http://sexologia.no.sapo.pt

 

Num acompanhamento psicoterapêutico de um homossexual o sentimento inconsciente de culpa ou culpabilidade inconsciente è uma noção psicoterpêutica nem sempre fácil de entender,pela existência de uma certa incongruência nominativa,pois é difícil admitir a realidade de sentimentos inconscientes,o que se sente é por definição ,consciente.O que se sentiu é que por ter mergulhado no inconsciente,e ficar como residuo dinâmico condicionante e propulsor de atitudes ou comportamentos cuja motivação real permanece inconsciente,a culpa outrora sentida,e agora ignorada,é que persiste como motivo oculto da conduta actual que leva o sujeito a refugiar-se no "armário" ou mesmo a assumir atitudes homofóbicas tanto com os elementos do sexo feminino como masculino,a fim de afastar de si as suspeitas da sua homossexualidade e no fim a procurar o tão desejado amor e aceitação que procura desesperadamente nos outros,familiares e sociedade em geral,como um pedido de desculpa por ser como é!
O conceito de necessidade de punição,equivalente ao de sentimento inconsciente de culpa,obedece a uma nomenclatura menos incongruente e adquire uma correcção e clareza suficientes se acrescentarmos a necessidade de punição por motivos inconscientes,descrevendo assim,com precisão,o comportamento do chamado masoquismo moral.
Esta culpa inconsciente ignorada,mas integrada como vector no sentido preciso de força dirigida com expressão somática de toda a ansiedade e mau estar,de um modo mais lato do comportamento vai inscrever-se,por efeito da regressão,na conduta transferêncial e de uma forma sondável pelo psicoterapêuta e reconhecível pelo sujeito,competindo ao primeiro encontrar o momento preciso da interpretação em que o perceber dessa culpa actuante pode coincidir com a capacidade do sujeito para o seu processo de tomada de consciência.
Esse tempo,essa hora da interpretação,determina-se frequentemente pela coincidência de emoções actuais vividas na transferência com emoções de uma recordação do passado infantil,de uma fantasia ou de um sonho.
Em todo o processo psicoterapêutico,que é em si mesmo um acto de amor e de colaboração e trabalho de equipa entre psicólogo e sujeito,é fundamental a eficácia da interpretação do psicólogo enquanto psicoterapêuta.
Raramente no entanto,a interpretação eficaz é possivel sem um conjunto de dados,oriundos de vários contextos,que permita um enunciado suficientemente prenhe de significância.Um ou escassos elementos concordantes são,em regra,insuficientes para produzir o efeito da evidência,são,no entanto,passos no caminho interpretativo,intervenções preparatórias e de aproximação que vão aludindo à meta final,ao significado preciso da ultrior interpretação,entretanto cuidadosamente elaborada que conduz à libertação,à plenitude do assumir da sua vida afectiva,da sua escolha por direito próprio e que só a psicoterapia pode garantir,evitando o recurso à depressão,a uma vida frustrante ou em último caso ao suicídio.